
Em que penso?
Em nada, ou melhor, sinto o pensamento angustiado.
Numa angústia pesada
Tapado por estorvos turvos
Obstáculos de difícil transposição.
Paredes, portas, madeiras, metais, são terríveis!
É preciso transpô-los mas...
Acabo no nada, como defesa talvez e cansaço.
Mas na defesa está tu,
Que és um mar, uma praia,
Uma rocha, uma pedrinha, uma areia,
Uma ave e contigo vou saindo...
Agora é mais fácil, já cá estamos e sabes?
É muito bonito. É a liberdade.
É uma fuga, para não fugir à realidade.
É uma realidade da fuga,
Fuga que não está só.
Está tão repleta de realidade
Que nos faz não sonhar, a sonhar!
Agora tudo é mais bonito, bonito de esforço, claro!
Esforço para conseguir ver o que é feio e escuro,
Sem acabar no nada! Ver tudo, sem esse tudo,
Para conseguir arranjar da melhor maneira,
Coragem para enfrentar tudo!
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