
Desdenhosamente ri-me para ela,
Crente ou talvez não,
Na capacidade visual da absorção.
Resposta imediata de retribuição
Conduzindo à fuga,
Para não ser absorvida.
É um reflexo apenas do que existe
E que procura justificação.
Relatos, apenas relatos de uma existência.
Repouso eterno nas imagens paradas,
Regresso ao passado apenas por captação.
Angústia.
Sentimentos frustrados
Por não conseguir ultrapassar.
Imagens paradas
Que nos apelam ao movimento.
Saídas para tempos diferentes,
Em que as épocas não têm lugar.
Restos do que se pretende,
Apenas uma ínfima parte.
Vazios.
Espaço uniformizado mostrando,
Na ampliação,
Mudez defeituosa.
Enganadora visão que apenas faz recordar.
Esboço irreal,
Que anseia a perfeição...
Fotografia...
Dina Ventura
"Que anseia a perfeição"...por uma vez descordo!
ResponderEliminarFoto linda,Dina...perfeitamente linda...e o texto,a preceito...perfeito!
Bj*
Dina,
ResponderEliminarBelíssimo! o poema. E a tua foto é magnífica! gostei de a rever :)
Parabéns p'lo blog. Ainda não 'passeei' por todo...
um sorriso :)
mariam
Carinhosamente
ResponderEliminarRecordei.
Gestos, tempos, palavras...
Em que o Mundo era pequeno, veloz nas passadas
Pela vida, pelo pensamento, pelo momento.
Lá atrás viveu-se, ganhou-se, perdeu-se
Um sonho, um sorriso, um tempo
Que já não volta mas que relembro
Vivendo de novo, viagem no tempo
Eterno retorno.
Como o rio passa sempre no seu leito
Mais forte ou mais fraco
Mas sempre com o mesmo vigor
Que se escapa a cada mudança
A cada derrota
A cada desistência.
Perfeição ?
Sim...completamente !
Os traços, a verdade dos olhos
Do sorriso
Do riso.
O futuro é uma recta no Universo
Que nenca se encontra
Apenas se toca
Noutras rectas.
E do encontro nasce sempre a esperança
O conhecimento, o encantamento
Quem sabe...por fim o vazio...
As imagens dão-nos sempre
Sensações, pulsões, arrepios
Do que foi, do que é
Do que
Poderia ser
Um dia
No futuro.
JR