
Óleo do pintor Bernardino Costa - BC
TRIPLICIDADES
De flor passa a adaga
Destroços do que já era
Embates de velas e mastros
Acumulados no convés.
E dos traços, sulcados a cor
Nasce o engrossar do esboço
Por vezes reabre a dor
Por mais que seja o esforço.
E escondendo o traço feito
Repõe o que era passado
Carrega nas marcas da tinta
O que já era e foi renovado.
Assim de um passa a dois
De dois resta apenas um
Os dois fazem sentido
Um só não faz sentido algum.
E agora para completar
Compõe a tela primeira
Que representa a origem
Dando aso à terceira.
Dina Ventura 25 de Agosto 2010
Perfeita triplicidade...só podia mesmo!
ResponderEliminarBj*
:) Grata Vitor. Bj
ResponderEliminarPor vezes reabre a dor
ResponderEliminarPor mais que seja o esforço.
Se tiver de ser será. Grata
ResponderEliminartrês podem não ser demais
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