
Amarrotar papéis, escrever, riscar, pensar.
Quantos sentimentos dobrados, vergados, jogados.
Porque são soltos, descabidos, não se aceitam.
É preciso ordená-los em frases correctas, bem gramaticadas.
É preciso enquadrá-las num contexto fútil,
Mas útil para o texto.
Que se danem as criações, as ilusões,
O sentir singelo de uma simples frase.
Vamos polir as palavras, já gastas e sem brilho.
Vamos condecorá-las e repeti-las, amordaçando-as.
Há que pô-las de castigo, fechá-las, dobrá-las.
É preciso dominá-las, ensiná-las.
Há uma palavra já rouca de tanto palavrear.
De nada lhe serve. Tiraram-lhe a identidade.
Deram-lhe ordem de despejo, por tão mal se portar.
Era louca essa palavra, falava de mais.
Morava num campo livre, mesmo fechado.
Tudo lhe fora permitido,
Agarrando-se a essas rápidas asas – imaginação –
Era vê-la voar. Tudo abrangia.
Ela era o centro e dela tudo partia.
Agora é tarde, já cansada de nada lhe serve gritar,
Ninguém a ouve, ninguém a respeita. Nada vale.
Perdeu-se tal como as outras.
Mas será que mesmo já gasta, ajudada por essas asas
Conseguirá voar mais alto, gritar de novo
E de novo voltar a fazer ouvir e respeitar o seu nome
Liberdade!
Aqui na estrada das estrelas e raizes, tudo por ti passara como passam as aguas dum rio, um barco no rio e um rio em suas margens.Guardar a vida e perdela. De mestre nos sirvam esta flor,esta estrela de menina.POIS da sua inocencia nascem os versos. Acorda o flutua,o passaro,o asas, o musica!,acorda do seu inabalavel sonho e suavemente se as margens,o barco o rio.
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